sinta o vento rugir pelo céu vazio
o ponto onde lembrarão minha historia
estamos fadados a enfrentar a noite
irmão ajude-me em mais essa vitória
terras desconhecidas vagando perdido
procurando motivos para a vida
que o deus céu proteja meu pai
e cicatrize mais essa ferida
foi decidido que o sangue viveria
correndo em minha mão o caminho
a morte é certa, traido pela noite
o lobo das planicies caça sozinho
ódio reina e escuta o gemido
solidão e tortura, o poço, o julgamento
aos poucos fortalece, a guerra resposta
irmão, um guerreiro nunca cai no esquecimento
punho segura a vingança em meio ao fogo
o ataque semeado em meio ao tempo
capturada a beleza, vergonha e violencia
condenado pelo sussurro do vento
sábado, 20 de agosto de 2011
Murtagh.
noite após noite, condenado pelo sangue
vagando por terras aridas, inocente e perdido
ao Cavaleiro encontrado e demonios afastados
a espada amaldiçoada tem seu dono esquecido
o silencio cobre meu destino terrivel
por terra, deserto, em companhia caminhei
ninguem pode curar minha cicatriz
dentro da montanha, um prisioneiro serei
o caminho carrega um sussurro terrivel
não há mais volta na trilha errante
criaturas profanas, chifres e sangue
assassinam o amanhecer em dor constante
apanhado em agonia e levando ao destino
perante o antigo ovo, espinho liberto
em meio ao fogo, juramentos de lealdade
tortura e medo pelo ferro é coberto
quando o inverno encara em asas profundas
seu nome é clamado pelo antigo desertor
frente a frente Cavaleiro e Dragão
lamina de sangue retorta ao seu senhor
terça-feira, 21 de junho de 2011
Fantasia.
em asas de fogo, comprometa a sanidade
leve e solitario, carregado pelo vento
agora que fui abandonado pela gravidade
um mundo de fracasso em desmoronamento
deixe o futuro alimentar a fogueira
eis o portal para longe da solidão
em um toque, medos fujam esgotados
sonhe acordado, não pereça em preocupação
toda razão será o preço para escapar
apague a linha que separa a genilidade
ultrapasse os principios imorais
deixe para trás, alcance a imortalidade
veja o mundo com outros olhos novamente
inocencia é a chave para a fantasia
percorra o caminho, veja novas cores
sussurro infinito, encontre beleza na poesia
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Prologo.
Após a tempestade não existe retorno
e sozinho atravessou a escuridão
no esquecimento procurou repouso
sobre ele será entoada a canção
onde a vida veste mantos escuros
o frio espera paciente a madrugada
circulo envolvido pelo vinho
serão ouvidas as historias contadas
de pé se mantém e o silencio é intenso
o sangue misturado as lagrimas choradas
memórias despertam o sonho vivido
e o medo dança entre as pessoas chocadas
o mau revelado frente a todos
a noite traz novamente longos rugidos
sussurros de tensão no escuro recordam
sozinho o terceiro silencio havia partido
no caminho escuro sob as estrelas
a fogueira em um lamento resiste
criaturas emergem das profundezas
em meio ao perigo não desiste
quando a dor está arranhando seu corpo
como espinhos grossos de uma rosa morta
o viajante é visto em meio ao inferno
aos poucos o sono forçado o conforta
começava a pairar no horizonte distante
a luz de uma manhã nova e clara
o viajante se vê feliz de estar perdido
o lugar em que desejava ir contemplava
é dificil soprar esses fragmentos
e mostrar para todos quem é realmente
seu nome dito e sobre ele o poder exercido
uma faísca pode causar um acidente
ventos estão uivando seu canto ao oeste
luz trazida pela insegurança revelam o cronista
pode ser uma queda fatal no simbolico
peça logo antes que a fala resista
frente a frente com o demônio encarnado
transparência no rosto impossível de dizer
a voz e o sussurro no proprio desejo
uma historia sobre ele queria escrever
Primeiro dia.
Sobre as colinas banhadas pela chuva
inocencia como as estrelas sobre os caminhos
o carrasco está aqui para mostrar novamente
as almas purificadas, os pecados esquecidos
dias escuros vindo com rosto escondido
que carrega para longe as ilusões vividas
para o abismo as testemunhas eram levadas
e suas razões frageis seriam perdidas
intenso como a cor das folhas de outono
o fogo graciosamente brinca com a criança
junto a olhos brilhantes e esperançosos
o som entre seu coração dança
dedos ageis que trazem canções a fogueira
renovam os corações exaustos
as arvores param de balançar, as folhas de cair
os antigos contos serão lembrados
sentimento perdido, mas não esquecido
viajando lentamente e trazendo alegria
pelos vales com teatro musica e dança
o medo nos olhos para sempre partiria
profundo no coração penetrou como uma lamina
o nome do vento foi ouvido e clamado
a chama brilha e espanta a sombra
e um novo desejo foi encontrado
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Peter Pan.
Venha testemunhar meu julgamento
eu sinto, seu lamento me desperta
acompanhe o espirito inocente
traga sonhos a essa mente deserta
encontre-me vagando pela noite
enquanto sua alma palida adormece
deixe que a minha sombra lhe guie
para longe deste mundo que padece
segure minha mão e voe comigo
o seu futuro se tornará destino
sacrifique a tortura e enfrente
para a terra do nunca terá partido
Donzela.
Encontre a estrada de volta
ó minha donzela das lagrimas
traga novamente meus sonhos
a esse velho livro sem paginas
gostaria de chama-la pelo nome
lembranças queimam a mente
traga novamente meus sonhos
gênesis tortura a semente
luxuria e amor.
cale-se e escute a voz no ar
no passado, as ruinas foram adoradas
nas profundezas, a senhora adormece
pelo vento, suas palavras são sussurradas
chamando meu nome, levando a tensão
o desejo é uma luxuria na madrugada
levando o beijo devolta para a realidade
um risco pela vida antiga relembrada
nenhum calor jamais me atingiu
para você eu sempre fui um estranho
partirei hoje, não me acompanhe
estrada de tristeza sem tamanho
diga adeus a vida sem amores
sem lamentos, o fim escontrado
nós estamos juntos agora
meu caminho não deve ser traçado
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