terça-feira, 21 de junho de 2011

Fantasia.

em asas de fogo, comprometa a sanidade
leve e solitario, carregado pelo vento
agora que fui abandonado pela gravidade
um mundo de fracasso em desmoronamento

deixe o futuro alimentar a fogueira
eis o portal para longe da solidão
em um toque, medos fujam esgotados
sonhe acordado, não pereça em preocupação

toda razão será o preço para escapar
apague a linha que separa a genilidade
ultrapasse os principios imorais
deixe para trás, alcance a imortalidade

veja o mundo com outros olhos novamente
inocencia é a chave para a fantasia
percorra o caminho, veja novas cores
sussurro infinito, encontre beleza na poesia


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Prologo.

Após a tempestade não existe retorno
e sozinho atravessou a escuridão
no esquecimento procurou repouso
sobre ele será entoada a canção

onde a vida veste mantos escuros
o frio espera paciente a madrugada
circulo envolvido pelo vinho
serão ouvidas as historias contadas

de pé se mantém e o silencio é intenso
o sangue misturado as lagrimas choradas
memórias despertam o sonho vivido
e o medo dança entre as pessoas chocadas

o mau revelado frente a todos
a noite traz novamente longos rugidos
sussurros de tensão no escuro recordam
sozinho o terceiro silencio havia partido

no caminho escuro sob as estrelas
a fogueira em um lamento resiste
criaturas emergem das profundezas
em meio ao perigo não desiste

quando a dor está arranhando seu corpo
como espinhos grossos de uma rosa morta
o viajante é visto em meio ao inferno
aos poucos o sono forçado o conforta

começava a pairar no horizonte distante
a luz de uma manhã nova e clara
o viajante se vê feliz de estar perdido
o lugar em que desejava ir contemplava

é dificil soprar esses fragmentos
e mostrar para todos quem é realmente
seu nome dito e sobre ele o poder exercido
uma faísca pode causar um acidente

ventos estão uivando seu canto ao oeste
luz trazida pela insegurança revelam o cronista
pode ser uma queda fatal no simbolico
peça logo antes que a fala resista

frente a frente com o demônio encarnado
transparência no rosto impossível de dizer
a voz e o sussurro no proprio desejo
uma historia sobre ele queria escrever


Primeiro dia.

Sobre as colinas banhadas pela chuva
inocencia como as estrelas sobre os caminhos
o carrasco está aqui para mostrar novamente
as almas purificadas, os pecados esquecidos

dias escuros vindo com rosto escondido
que carrega para longe as ilusões vividas
para o abismo as testemunhas eram levadas
e suas razões frageis seriam perdidas

intenso como a cor das folhas de outono
o fogo graciosamente brinca com a criança
junto a olhos brilhantes e esperançosos
o som entre seu coração dança

dedos ageis que trazem canções a fogueira
renovam os corações exaustos
as arvores param de balançar, as folhas de cair
os antigos contos serão lembrados

sentimento perdido, mas não esquecido
viajando lentamente e trazendo alegria
pelos vales com teatro musica e dança
o medo nos olhos para sempre partiria

profundo no coração penetrou como uma lamina
o nome do vento foi ouvido e clamado
a chama brilha e espanta a sombra
e um novo desejo foi encontrado



quarta-feira, 15 de junho de 2011

Peter Pan.

Venha testemunhar meu julgamento
eu sinto, seu lamento me desperta
acompanhe o espirito inocente
traga sonhos a essa mente deserta

encontre-me vagando pela noite
enquanto sua alma palida adormece
deixe que a minha sombra lhe guie
para longe deste mundo que padece

segure minha mão e voe comigo
o seu futuro se tornará destino
sacrifique a tortura e enfrente
para a terra do nunca terá partido


Donzela.

Encontre a estrada de volta
ó minha donzela das lagrimas
traga novamente meus sonhos
a esse velho livro sem paginas

gostaria de chama-la pelo nome
lembranças queimam a mente
traga novamente meus sonhos
gênesis tortura a semente

luxuria e amor.

cale-se e escute a voz no ar
no passado, as ruinas foram adoradas
nas profundezas, a senhora adormece
pelo vento, suas palavras são sussurradas

chamando meu nome, levando a tensão
o desejo é uma luxuria na madrugada
levando o beijo devolta para a realidade
um risco pela vida antiga relembrada

nenhum calor jamais me atingiu
para você eu sempre fui um estranho
partirei hoje, não me acompanhe
estrada de tristeza sem tamanho

diga adeus a vida sem amores
sem lamentos, o fim escontrado
nós estamos juntos agora
meu caminho não deve ser traçado

Batalha e tormento.

Não feche os olhos para o passado
Não negligencie o sangue derramado
Leve-me embora, impetuosidade
No coração, morte é o unico clamado

Sobre os campos, o desafio é feito
aproxima-se novamente o grito perdido
abandonado no estério e antigo paraíso
aos fragmentos, o temor correspondido

feroz é a cobiça que perece
manchado o verde com vermelho
pinta o singelo olhar do soldado
triste, eterno será o seu conselho

"contemple o fim da sua aflição
e sinta-se feliz por estar fadado
o sono eterno é o que te espera
que o inferno sua alma tenha encontrado"

doce infecção espreita ao bater de asas
através do vento o odor pútrido dançava
onde a morte, em mantos claros galopa
pelo frio do ferro, sua gadanha chorava

quais cores brilham em seus olhos
tire-me dessa tempestade de incertezas
sombras cantam um maldito sussurro
mostre a esse cego como enxergar a beleza

A tormenta estremece o choro
ouvido entre a angustia e tensão
insanidade e cegueira fazem parte da queda
Sobre herois será entoada a canção

Aproximando.

Não é facil vislumbar o medo
sua silhueta sempre presente
não deixe-me no caminho sozinho
acorde e aproxime-se, sou inocente